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Preparando um locutor



Num mundo cada vez mais globalizado a notícia é veloz e no rádio a pressa tem que ser amiga da perfeição. Como não temos a facilidade da imagem, o locutor tem que ser preciso em sua narração, não pode haver dúvidas no ar. No jornalismo não há reticências, mas ponto final em cada pausa. Para vozes femininas um conselho: nada de sensualidade. Deixem isso para a publicidade.

A preparação de um locutor começa com um bom conhecimento de português, de assuntos gerais, leitura de jornais, de exercícios dados em sala de aula, enfim, de uma boa experiência de vida, independente da idade que se tenha. Voz não tem idade.

O locutor lida com situações diferentes e por isso vai usar entonações diferentes. É preciso ter sensibilidade e passar essa informação para o ouvinte. Se exagerar pode parecer tolo demais, se não der importância pode ser “frio”. Essa sensibilidade vem do autoconhecimento. Disso tudo vem a prática – da prática de leitura com a sensibilidade vem a “interpretação”, que sem dúvida é o capítulo mais difícil da locução. Como a locução é um trabalho artístico, o resultado se torna bem pessoal. Cada locutor dará sua interpretação. Não é uma ciência exata.

Com o tempo o aluno vai encontrando o caminho e com a prática ele vai encontrando o estilo. Algumas dicas e exercícios ajudam não só na parte mecânica da locução, mas também apura a interpretação. Repito: o melhor a fazer é ler em voz alta. Assim treinamos toda a mecânica da voz com a interpretação. Deixamos aqui a timidez de lado.

Não posso deixar de citar a locução monótona, com um só tom. Uma vilã. Esse vício é devido à falta de leitura em voz alta. Na locução deve haver o tempero e o que chamo de “linha sinuosa”. Aprendemos a marcar (enfatizar) as palavras mais importantes do texto para auxiliar a leitura e interpretação. Quanto mais espontânea for a locução, mais credibilidade para seu ouvinte.

Colocamos a respiração no lugar correto, treinamos a dicção com exercícios milagrosos, checamos o tom correto para não forçar demais as pregas vocais, testamos vários ritmos de leitura, gravamos e ouvimos para identificar os erros e acertos, aprendemos a conviver com o nervosismo, enfim, misturamos esses ingredientes para temperá-los com a interpretação e o toque pessoal de cada um. Já no início do curso os alunos devem achar o tom correto de voz ensaiando textos diversos para perceber qual o melhor caminho que ele pode seguir no mercado de trabalho.

Na locução querer não é poder. Nem tudo que sonhamos fazer podemos fazer. Há limitação de voz e de interpretação. Se você perceber que seu tom de voz é mais jornalístico, por que não caminhar para apresentação de jornais em rádio ou telejornais?

A maior parte dos alunos possui nível universitário, o que facilita o aprendizado, mas pode revelar um aluno com pretensões superiores. Não é raro encontrar alunos querendo sair do curso para apresentar um telejornal… Calma! Temos ainda muito chão pela frente! Digo sempre: ninguém sai de um curso para apresentar telejornais, mas sim capacitado para fazer um bom teste.

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