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Mesmo companheiro com roupas diferentes


Uma oficina mecânica pode ser um bom exemplo de como o rádio é "processado" do estúdio ao receptor. Explicando: O que encontramos em uma oficina mecânica? Máquinas e ferramentas que fazem barulho. Como esse barulho convive com o rádio ligado? Brigando o tempo todo. A buzina tocando, motor roncando e ferramentas caindo ao chão enquanto o locutor transmite a previsão do tempo. Quem vai ouvir o rádio? O ouvinte interessado. É isso!

Desde que o rádio ficou pequeno, com a invenção do transistor, saindo de casa em formato de radinho a pilha, deixou de ser o centro da atenção e passou a ser um verdadeiro companheiro na rotina dos ouvintes. Não era mais necessário ficar atentos e escutar o rádio em formato de mobília na sala de casa, pois a vida ia passando e o rádio tocando. É assim até hoje.

As transformações chegam e nos adaptamos a ela. Umas sobrevivem e outras não.

Lembrei da oficina lá de cima porque esta semana parei em uma padaria e os funcionários estavam atendendo os clientes com a TV a cabo no canal de áudio. Onde antes havia um rádio ligado hoje temos uma TV transmitindo rádio, celular com FM, internet com suas milhares de rádio web e outras geringonças que também irradiam música e informação. Não deixa de ser rádio!

Perguntei se é sempre assim e o rapaz respondeu: "Ontem colocamos música italiana o dia inteiro. Hoje é música de novela".


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