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@ruyjobim since 1964

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A falta de preparo profissional



Chegar ao mercado de trabalho requer esforço seja lá qual for seu mercado.

No mercado da comunicação esse esforço ainda pode ser acompanhado do fantasma que é “dar sua opinião”. Todos deveriam falar o que pensam sem retaliações, mas sabemos que não é bem assim. Há interesses aqui e ali que deixam os profissionais sem saber o que dizer, imagine um estudante de comunicação!

Estou perto dos estudantes por dirigir um curso técnico profissionalizante de comunicação, a Escola de Rádio no Rio de janeiro. Hoje temos que nos adaptar ao ambiente de trabalho e antes de tudo ter a ideia do que vai encontrar nesse ambiente. Penso que isso deveria ocorrer antes da formatura.

Você pode pensar em estágios ou atividades acadêmicas, mas não falo disso. Quero que meu aluno coloque a mão na massa, que erre, que sinta o frio na espinha e cresça com isso. Quero ter um aluno que entre no mercado sem sustos e que exerça a profissão com qualidade.

Como passar, para os que querem aprender, a realidade do mercado e sua rotina desgastante? Na cabeça do aluno existe a fantasia de ser contratado para uma tarefa de jornalismo na qual não tem habilidades para desenvolver. Descobre-se mais tarde que não consegue ultrapassar a timidez ao falar para multidões, a dar opinião, ao entrevistar e ser colocado na parede pelo entrevistador e uma forma mágica de se enterrar para sair urgente daquele lugar como faz um avestruz.

O que ocorre é um abismo entre o que se ensina na faculdade e o que se encontra no mercado. As escolas tradicionais não servem para os dias de hoje. Estão preparando pessoas para um mercado que não existe mais. Como entender isso sem deixar a graduação de lado? O aluno precisa saber o quanto ele é importante para o futuro do meio que vai ocupar. Aqueles que apenas estudam para passar de período e não completam suas horas se informando e estudando profundamente sua atividade, correm o risco de serem formados sem aptidão.

Está na hora das faculdades, graduações e pós graduações pensarem no mercado. Caso contrário, continuaremos tendo estudantes profissionais em sala de aula.


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