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@ruyjobim since 1964

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Entrevista comigo dez 16



Quando você se deu conta de que o rádio era sua paixão e aquilo que queria para sua vida?

Tive uma infância muito perto de minha mãe. Enquanto ela cuidava da casa ouvindo rádio eu ficava imitando os comunicadores e percebendo a emoção que tomava conta dela sempre que uma história era contada no rádio.

Já no final da década de 70 eu teria a certeza de tudo quando entrei em um estúdio de rádio ela primeira vez. Era a Rádio Cidade que transformaria o rádio no Brasil. Transformou minha vida também.

Ali tive a certeza que seria um locutor. Tentaram me dizer que era difícil, mas não acreditei. Consegui.

Quais eram suas referências no início de carreira e quais profissionais você admira hoje em dia?

Por coincidência esta pergunta tem um nome só. No início de minha carreira eu admirava o Fernando Mansur. Hoje, após 32 anos de carteira e amizade continuo achando o Mansur genial. Clareza nas palavras, tom correto com uma leveza UE só ele tem. Fernando Mansur é um gênio.

De onde veio a ideia de escrever um livro?

Estava em uma reunião na Rádio Globo e as coisas não iam muito bem. Nos foi apresentada uma radiografia dos ouvintes e suas preferências. Nunca tinha visto um estudo tão profundo e tão equivocado sobre audiência. Ao final da reunião sussurrei para um colega de trabalho: " O Rádio Era Tão Romântico". Pronto. Imaginei o livro. Levei muito tempo pra escrever, mas fico feliz em saber que esta sendo comentado.

Qual o futuro do rádio no Brasil e no mundo?

Essa pergunta é difícil de responder. O futuro hoje depende tanto de tecnologia que não permite nenhuma previsão mais concreta. O rádio precisa se moldar a essa tecnologia. O rádio musical pode ficar sem razão de existir uma vez que temos as músicas a disposição em aplicativos e celulares. Sobra a informação que tem que ser imediata, mas nada mais imediato que abrir seu site de notícias e ter o conhecimento do que acontece no mundo. Por que esperar "dar no rádio"? No ônibus o sujeito vai no site e veja a notícia, ouve seu canal com suas músicas e estilos preferidos. No celular ele manda o link do vídeo que gostou, manda noticias para sua rede de amigos.

Então fica claro que o rádio está ultrapassado nos grandes centros urbanos. O que fazer agora?

Aguardar mais um pouco e torcer para que os jovens ue estão mudando o mundo olhem para o rádio como um parceiro de transmissão.

Obrigado pela oportunidade de responder suas perguntas.


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