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@ruyjobim since 1964

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A crise pode ser solução


De fato, o mercado passa por uma crise, mas nada inesperado. Essa crise já vinha se desenhando há tempos. A crise está no negócio em si, não em tocar música ou dar informação. As músicas continuam tocando e as notícias acontecendo. O entretenimento e a diversão não acabaram. O que o desespero não deixa ver é que estamos diante de uma grande oportunidade. A oportunidade do jornalismo está escondida na mudança do público que deseja a informação. O que nos mata de ansiedade é: Quem quer consumir o quê? Basta pensar que os profissionais de sucesso hoje não pensaram em fazer dinheiro com seus propósitos, mas acabou sendo consequência. Você agora vai perguntar como fazer para pagar as contas que não param de chegar. Sim, entendo.

A melhor resposta está no renascimento, na retomada em outra área ou como dizem por aí, inventar uma reencarnação. Não é à toa que muitos começam a trabalhar para aplicativos da moda. Seja dirigindo, alugando um quarto ou similar.

Mas, tirando a ansiedade (sei que é difícil), repare na oportunidade da comunicação independente.

Você vai concordar que as fontes de informação mudaram. Não vamos mais a banca comprar o jornal ou a revista. Os jornalistas não estão somente em jornais e os comunicadores não só em rádio. Esse perfil de consumidor não existe mais e temos que lidar com isso. Não que o rádio esteja morrendo, mas precisamos enxergar que o modelo está errado. Nenhum meio deveria morrer, mas atente para o detalhe da compra do papel jornal, na impressão, na divulgação e o mais caro e importante, a entrega do exemplar pela manhã em sua porta. Se conseguir passar por isso vai chegar com a informação defasada. Nisso a internet dá show. Basta dar F5.

Como sobreviver com receita de publicidade ou da venda de exemplares? Como gostar daquela música que a rádio põe sua goela abaixo? Onde saber das notícias? Como pagar centenas de funcionários? A verdade é: a audiência vem caindo há anos em rádio e TV. O alcance desses veículos idem. Queda de audiência e alcance não dão lucro nem anunciantes. As novas mídias estão pulverizando a publicidade. Então vamos economizar, demitir, cortar … mas, é a solução?

Agora somos um só. Cada um consome o que quiser e não mais uma massa de leitores ou ouvintes. Estamos no nosso smartphone. Não tem mais rádio na mesa, jornal na cama e TV na sala. Estão na minha mão. Ouvimos as nossas músicas, vemos nossas séries e lemos nossas notícias. Já deixamos no perfil do aplicativo nosso segmento musical e o tipo de informação que queremos.

O pior é saber que tem gente que ainda não se deu conta disso.

A tecnologia trazendo tudo para uma coisa só (convergência) desencadeou uma mudança no processo de produção da comunicação. Não tem mais volta.

O rádio não tem mais uma série de setores, os profissionais fazem tudo. O espaço agora é bem menor para os estúdios e redações. Um notebook pode ser uma redação para o jornalismo. A redação pode estar no seu telefone. O jornalismo online está na rapidez de informação e na foto do evento. Basta inserir no blog ou nas redes sociais.

Voltando lá em cima. Aproveite a oportunidade da comunicação independente.

A modernidade acaba com as empresas que têm dificuldade de enxergar o futuro. Basta sair às ruas e ver quantas lojas fecharam e ainda vão fechar. Um bom produto vai continuar sendo vendido, mas quem sabe na loja virtual? Para uma boa história vai sempre haver leitores. Sem precisar do jornal. Um bom produto, uma boa música ou uma boa história sempre vai superar qualquer crise.

Ainda digo mais. A oportunidade na internet ainda vai chegar. Falo isso porque esse crescimento de redes sociais e youtubers não será para sempre. Teremos um mar mais calmo daqui pra frente. É essa oportunidade que você tem que agarrar. A internet não será mais de milhões de inscritos em um único canal. A pulverização de segmentos será inevitável como aconteceu com o rádio e revistas nos grandes centros. A comunicação está sempre em busca de novos talentos.

Quando o mar da internet estiver mais calmo teremos milhares de canais com milhares de assinaturas que vão sobreviver e precisar de conteúdo. Como obrigação teremos que nos render aos algoritmos e aos nossos inscritos para oferecer o que querem.

As crianças de hoje estão crescendo e vão ver novos canais amanhã. Conteúdo sobre esportes, política, moda, finanças, mercado de trabalho, notícias ou qualquer assunto de interesse de adultos, vai fazer você navegar num oceano azul.

Se estamos na era da informação e o desejo de se atualizar não mudou, (aliás cada vez mais necessitamos de informações), por que não aproveitar e ser a figura do mercado de notícias e conteúdo. O jornalista deve saber escrever, saber criar conteúdo, saber fotografar e roteirizar, mas a maioria ainda está se lamentando e olhando pra trás.


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