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@ruyjobim since 1964

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Mais recorte do livro



Mais um pedacinho do meu livro. Falando sobre manias e personalidade. Segue:

Como foi a minha entrada na vida adulta? Estudando muito, o que me vale até hoje, lendo muito em voz alta e ouvindo rádio sonhando um dia estar do outro lado do microfone. Essas histórias que ouvi e vivi, tento passar para meus alunos da Escola de Rádio. Temos de acreditar no que queremos. Sacrifícios fazem parte da caminhada e nenhum destino será fácil. Pessoas sonham em ter dinheiro, morar bem, mas eu sonhava em trabalhar em rádio.


Sabia que minha entrada no mercado seria em uma emissora pequena. Não era um ouvinte normal. Tinha sensibilidade para analisar uma programação musical, uma vinheta mal colocada entre músicas, uma narração quando encontrava um obstáculo ou pausas mal colocadas ou mal respiradas me chamavam a atenção. Era como se acendesse uma luz vermelha em minha cabeça avisando que algo poderia ser melhor naquela leitura.

Anotações sobre emissoras, sobre horários de comunicadores, músicas e o que mais fosse ao ar era minha diversão. Não sei onde esse material foi parar. Acredito que tenha sido esquecido em inúmeras mudanças de casas vida afora.

Sempre tive memória fraca, mas tenho uma refinada capacidade de observação. O humor refinado e rápido no gatilho muitas vezes me atrapalha na colocação de ideias quando estou no microfone. Percebo que muitos não entendem minhas piadas e “tiradas”. Isso não quer dizer que sou esperto, mas quer dizer que esse traço em minha personalidade é marcante e talvez não seja tão interessante assim quando estamos falando para classes sociais distintas.

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