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@ruyjobim since 1964

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Meu livro - pedacinho #01


Nasci quando a época de ouro do rádio já era lembrança e nada posso fazer para reparar essa injustiça da dona cegonha. Não fui ao auditório da Rádio Nacional ver as cantoras e cantores do rádio, não ouvi as novelas que abalaram o País. Não aguardava as notícias na voz grave de Heron Domingues e tantas coisas que não ouvi nem imagino ter perdido. Existe a lei da compensação e é nela que me agarro para mostrar a dona cegonha que também tive meus momentos de prazer radiofônico. Como ouvinte e também do outro lado já como profissional.


Do começo dos anos 50, quando era dono de 40% das verbas destinadas à publicidade até os 15% de hoje, o rádio segue se reinventando, se adaptando à cada tecnologia que surge. Smartphones, tablets, aplicativos e o que mais chegar.


Como era a edição de áudio antes dos softwares de hoje? Antes não tinha o Home Studio onde locutores gravam em casa e enviam o áudio para a produtora por e-mail. Não havia o e-mail, a Internet. Tínhamos de levar as gravações em rolo até a rádio ou cliente. As cartucheiras esquentavam mesmo no frio do estúdio, discos pulavam ao leve esbarrão na mesa, o frio era pouco para dar conta de tanto equipamento, a cada cópia de música ou comercial, a qualidade sonora caía até ficar um chiado insuportável, qualquer sujeira na agulha dificultava o trabalho do operador, as cabeças de reprodução dos cassetes ou cartucheiras tinham de ser limpas com álcool isopropílico, pois sujavam demais com o contato da fita magnética.


Era isso.

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