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@ruyjobim since 1964

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Mudanças no registro profissional de radialistas



Explicando a mudança no registro profissional do radialista.

Antes de tudo, por favor, não chame de DRT, ok? DRT é Delegacia Regional do Trabalho... vamos chamar de registro profissional e não se fala mais nisso.


Não há como negar que a tecnologia faz uma bagunça no mercado de trabalho. A chamada atualização ocupacional. Se ontem havia o discotecário que separava os vinis para o estúdio de transmissão, hoje toda a programação está no HD em incríveis Terabites. Também não tinha a internet e muito menos as Redes Sociais. Daí chegaram os web designers, os técnicos em informática e todos os profissionais que estudam as métricas do site da emissora. A atualização ocupacional não parou por aí já que a tecnologia também não para de avançar trazendo novos Apps e softwares.


O decreto do Temer, como ficou conhecido, juntou várias funções que ainda tiveram suas descrições das atividades simplificadas, e criadas atividades que surgiram nos últimos anos com novas tecnologias.

Os sindicatos são contra as mudanças. "A consequência do novo decreto é clara: as empresas ficam eximidas de pagar os acúmulos de funções. Os trabalhadores vão passar a ganhar menos pelo mesmo trabalho de antes" disse um presidente do sindicato.


O sistema de remuneração após o decreto abre a oportunidade do patrão não pagar mais os percentuais por acúmulo de função. Exemplo: o locutor tem que ganhar mais 40% para operar a mesa de áudio. Agora passa a ser tudo uma coisa só. Pior para o profissional.


Agora veja o que disse o presidente da Fenaert, Guliver Leão: "A atualização é importante tanto para as empresas, que terão segurança jurídica para atuar, como para os funcionários, que se adaptarão a uma nova realidade de mercado".


As mudanças estão nos nomes de funções e nas atividades dos radialistas, agrupando funções que antes eram fragmentadas, tirando as que não são mais necessárias (tecnologia, lembra?) e criando novas ocupações que surgiram nos últimos anos.

No grupo Produção, sobraram 14 funções das 58 anteriores. No grupo Técnica, das 35 funções restaram 10. No grupo Locução, das 7 anteriores, ficou apenas Locutor Comunicador


Só lembrando que a regulação das atividades de radialistas foi baseada, há 40 anos, nos equipamentos e na rotina das emissoras na época. Claro, a lei estava evidentemente obsoleta, com várias funções do antigo decreto já inexistentes e outras completamente defasadas pelo avanço da tecnologia - do analógico para o digital.


Agora o Setor de Tratamento e Registros Sonoros e Audiovisuais juntou dois setores: Tratamento de Registros Sonoros e Tratamento de Registros Visuais, respectivamente.


Assim, foram extintas as seguintes funções: Operador de áudio; Operador de Microfone; Operador de Rádio; Operador de Gravações; Auxiliar de iluminador; Editor de VT; Operador de Cabo; Operador de Máquina de Caracteres; Operador de Telecine; Operador de vídeo; e Operador de VT.


Claramente essa adequação aos novos tempos é importante, mas ainda estamos experimentando as coisas. Novas funções serão criadas para novos trabalhos. A rapidez do avanço tecnológico não deixa tempo nem para sonhar com a velha e melancólica frase:

“No meu tempo era bem melhor...”

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