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O errado não pode dar certo

Atualizado: Mai 31



Sinal fechado. 10 da noite. Domingo chuvoso.


Nenhum carro na rua. Se eu avançar o semáforo ("sinal" do carioca) vou ouvir o apito do guarda. Pode estar certo que vai aparecer o homem da lei pedindo os documentos para este meliante. Aconteceu na saída de um shopping na Barra da Tijuca há uns 10 anos.

Não nasci para ser "malandro". Meu medo atrai a descoberta do "delito". Até gostaria de ser mais "esperto", mas o histórico não permite. Tinha uns 10 anos quando eu e mais uns amigos jogamos ovos do décimo segundo andar do prédio que meu avô morava. O alvo era a feira livre que acontece até hoje na Rua Domingos Ferreira em Copacabana. Nem pergunte a razão disso. Claro que descobriram de onde vinham os ovos quando olharam pra cima e nos viram. Sabe quem foi pego no flagra? O meliante aqui.


No ônibus da excursão do colégio os meninos jogavam bolinhas de papel nos carros que passavam. O trânsito parou e um motorista saltou do carro. Quem levou a bronca do motorista? Esse mesmo meliante


Deserto. 11 da noite perto da Rua Fonte da Saudade, na Lagoa. Preguiça de fazer o retorno. Entro na contramão por 10 metros e sabe quem encontro caminhando na direção do carro do meliante? Um guarda de trânsito! Só pode ser carma! Aonde vamos encontrar um policial às 11 da noite no Rio de Janeiro? Quem precisar não vai achar.


Eles ficam em constante monitoramento. Quando saio de carro eles se comunicam pelo rádio da polícia para descobrir meus mais ínfimos deslizes. Só pode ser isso. É tudo combinado. Tenho medo de guarda de trânsito até quando estou a pé.


Claro que os guardas e os feirantes tinham toda razão, assim como os motoristas que levaram bolinhas de papel, mas nem sempre era justo eu "pagar o pato".


Tinha deixado meu filho no colégio às 7 e meia da manhã. Parei no sinal de trânsito em uma rua muito calma. O carro que estava atrás pediu que chegasse para frente e facilitasse a manobra para colocar o carro dele em uma vaga. Achei que não teria problema ser gentil e avancei uns 2 metros. Surgiu, não sei de onde, um guarda de trânsito que veio em minha direção me lembrando que a faixa de pedestre, como o nome diz, é do pedestre.


No colégio todos sabiam que eu queria


ser locutor de rádio ou TV. Entre as aulas fazíamos um telejornal com alguns alunos tendo os bastidores do colégio como notícia. Era notícia engraçada e às vezes uma cabeluda fofoca. Todos participavam desta redação improvisada. Sabe quem foi convidado a se explicar na coordenação?


Cheguei de férias de Miami (em 2010 ) com duas histórias para contar que são variações do mesmo tema. Descobri que a rede de monitoramento é internacional pois levei duas broncas de dois policiais americanos. Sabe o brasileiro que acha que lá é igual? Pois é assim que se faz errado nos Estados Unidos. Lá as coisas funcionam e foi só parar, por 3 minutos, em fila dupla as 8 da manhã que surgiu um policial não muito simpático que parecia ter vindo de um filme de Hollywood. Pediu para eu sair dali. Como a gente se sente inferior estando errado nos EUA.


Indo para Orlando pela estrada Turnpike ouço e vejo pelo retrovisor outra cena Hollywoodiana. Um carro da polícia me mandando para o acostamento. Estava acima da velocidade. Mais uma vez nenhuma multa. Tive sorte duas vezes e não iria deixar acontecer de novo.


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