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@ruyjobim since 1964

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O rádio não sai da gente

Na década de 80 eu era um disc jockey (antigo,ne?). Um desses locutores de rádio que tocava música e lia notícias prontas do departamento de jornalismo. Tive até um sucesso quando mudamos o jeito de falar no rádio no início da democracia.

O rádio nos deixa tanta marca que até hoje eu sonho que o microfone está aberto e não sei o que dizer, sonho que perco a hora de fazer meu programa e que a música acaba e não tenho como chegar a mesa de áudio para tocar a seguinte.

Meus amigos da mesma época dizem que sonham a mesma coisa. Deve ser o trauma da responsabilidade que tínhamos em pôr uma rádio funcionando. Estar no rádio é ter que se reinventar, ter atenção ao que se propaga, ficar atento a tudo que vai ao ar, ser a voz da comunidade que espera alguma coisa de você.

Estar no rádio é luta diária, é suar a camisa para criar ideias que possam gerar recursos para a emissora além de anunciantes. Estar no rádio não é mole, mas ainda é melhor que ter que trabalhar.

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